VERSÃO BETA
- Sérgio Sousa

- 13 de set. de 2023
- 1 min de leitura
Quantos rascunhos de nós precisarão ser rasgados até encontrarmos a versão definitiva ou, no mínimo, nossa melhor versão do momento...

Você é o lugar onde a minha alma descansa, amansa, mortal
No grau máximo e definitivo ou no exercício intuitivo de amar
Sem dar ou procurar explicações, situações que a vida oferta
E que na certa nos conduzirão ao caminho iluminado pelo sol.
Há cascatas e rios por aqui, vazios existenciais que deslizam
Nas margens escorregadias com inquietações vadias e flerte
Com o novo rabisco existencial, o ganho exponencial de paz
Que não cobra gorjetas ou se reproduz em sarjetas imundas.
O mundo não é o paraíso que pintam, o inferno que desejam,
Versejam pensamentos inusitados e irrigados por lembranças
Sem respostas concretas, versões Beta que testamos, palpite
Não solicitado, beijo roubado que desconcerta o coração feliz.
Por mais camuflada e escondida, toda verdade terminará nua,
Exposta e dissecada, irrefutável e formidável como os sonhos
Que construímos lentamente ao longo da nossa breve história
De percalços, nossos pés descalços já notaram a terra tremer.



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