VENTO DE INVERNO
- Sérgio Sousa

- 26 de jul. de 2023
- 1 min de leitura
Qualquer ponta de orgulho ou errônea interpretação dos fatos é suficiente para grandes estragos.

Cada novo encontro adia o inevitável, o irremediável retorno,
O contorno do que se arrasta pesado e segue grudado aqui,
Uns dizem calma que carma é assim mesmo, pode carregar
Para a próxima vida, aceitar que a ferida acabará por fechar.
Cada um enxerga pela sua perspectiva, só a lente é objetiva
Na hora de apresentar os fatos, os chatos ainda contestarão
Em pobres narrativas, em suas coletivas aos bobos da corte,
Melhor dormir mais cedo e deixar o azedo caricato repousar.
Uma vez descansados, inundados de sol poderão vislumbrar
O quanto se fizeram pequenos em seus apegos materialistas
E imediatistas, não aceitaram a hipótese de serem reduzidos
A meros fantoches, sujeitos a deboches de inimigos pontuais.
Quando as cinzas sumirem arrastadas pelo vento de inverno,
Um sentimento terno há de retomar aos corações devastados
Pelos abalos emocionais, motivos racionais terão o desprezo,
Um coeso surto de paixão há de abalar o seu reino domiciliar.



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