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TALVEZ SEJA O CARTEIRO

  • Foto do escritor: Sérgio Sousa
    Sérgio Sousa
  • 23 de ago. de 2023
  • 1 min de leitura

Nem terminei o sétimo livro da Coleção Todos os Amores (TDA) e já estou escrevendo o oitavo...


Enxergo o futuro no movimento dos cata-ventos, carrosséis,

Nos pincéis deflagrando cores, imagens, simulando aragens

Refrescantes e condizentes com este novo momento, atento

Percebo as tantas voltas dadas até me encontrar totalmente.


Revisito a varanda, a banda já não toca, mas escuto músicas

No fundo da alma e onde mais os ouvidos captem e adaptem

Gentilmente, finalmente aceito tantos fatos e acontecimentos,

Encaro momentos que evitei por medo de ver feridas abertas.


As cobertas esperam companhia, assim como eu, aconteceu

Da campainha tocar, o cachorro latir, surgir nestes segundos

O impulso apressado de correr para atender imaginando ser

Alguém que aqui esteve e teve sua presença tão requisitada.


Peguei a chave errada, uma tropicada, um tombo engraçado,

Ideal para rir de si mesmo e da vida como um todo, tão bobo

Que é difícil de explicar o amor se manifestar dessa maneira,

Talvez seja apenas o carteiro, ligeiro quero acreditar que não.

 
 
 

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