SOBE E DESCE DA SERRA
- Sérgio Sousa

- 27 de jul. de 2023
- 1 min de leitura
Entre a poluição da cidade e o deleite da praia, sempre há como ser feliz!!!

Rápida como o vento num desatento despertar despretensioso
E gostoso de se deparar, pode descarregar as suas bagagens,
Ratificar as vantagens do contato físico, do abalo sísmico, vou
Acionar o botão de pânico vermelho, desligar o aparelho, amar.
Entre pernas que tropeçam e braços que se constatam fracos,
Os casacos se veem sós após o contato urgente do frio, vazio
Circunstancial, suor torrencial, pilhas de relatórios para enviar,
Mar extenso de pensamentos que mergulham e inundam o ar.
Entre travessuras e agruras da vida real, nenhum mal assusta,
Não custa adiar compromissos e acolher os suplícios por mais
Momentos como estes nestes segundos finais, dias essenciais
Para reavaliar os rumos da vida atrevida que acabei de provar.
Pode voltar para o seu doce universo, o verso tem o endereço,
A praia continua cheia, meia-noite está marcado, todo cuidado
Será pouco pelas promessas firmadas, pelas flechas lançadas
E gritos de guerra, descendo a serra o pé só faz acelerar mais.



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