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FRAGMENTOS DE BORRACHA

  • Foto do escritor: Sérgio Sousa
    Sérgio Sousa
  • 24 de jul. de 2023
  • 1 min de leitura

Uns sugerem perdão, outros receitam o tempo como cura, ambos possuem o mesmo diagnóstico...

Os olhos brilham se avistam a imagem, o coração pulsa apressado,

Descompassado pela emoção, a pele anseia pelo toque, o reboque

Em função das pernas trêmulas, incapazes de se manterem eretas,

Linhas retas traçam a sua direção, a única reação possível é correr.


O cérebro restaurou o equilíbrio, deduziu que o convívio traria cura,

Loucura combinada, fome saciada e o abraço mais forte que se viu

Nos últimos anos, os danos da distância se viram reparados, dados

Por irrelevantes, avalanches de sentimentos ainda não catalogados.


O renascimento sobrepôs a saudade, a verdade, parece bem clara,

Escancara o acerto da decisão, da combinação tão bem elaborada,

Elucidada a questão e hora da razão desprezar opiniões contrárias

E conselhos infundados, planos traçados, amor no qual apostamos.


Sem mágoas ou ressentimentos, somente fragmentos de borracha,

Uma caixa de recordações, compilações de histórias, desencontros

E sabe lá Deus a infinidade de contratempos, incertezas, destrezas

Para se desvencilharem, aportarem no futuro, reaverem os sonhos.

 
 
 

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