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DOCE VINGANÇA

  • Foto do escritor: Sérgio Sousa
    Sérgio Sousa
  • 1 de ago. de 2023
  • 1 min de leitura

Quando o jogo começa, cada um usa as armas que tem...

Aqui ao lado ela corre, percorre o mesmo trajeto e não vê perigo,

Não consigo entender a tranquilidade, a capacidade de continuar

Indiferente, disposta, gosta da proximidade feito grude, solicitude

Para qualquer tarefa, não blefa, mesmo se o jogo é tudo ou nada.


É estranho no começo, o avesso, tempos depois, termina familiar

E peculiar, sabe conquistar pela doçura, pura expressão, doação,

Sem noção e juízo, o paraíso, quando se mostra inteira, é arteira,

Ainda mais quando a luz se apaga e vaga atrevida mirando caça.


Ataca sem titubear, se bobear, não permite reação, sem emoção,

Simples prazer de dominar e aprontar das suas, até se descuidar

E deixar seu ponto fraco exposto, a contragosto, pedir água e dó,

O nó afrouxado em troca de favores e fatores, antes inegociáveis.


Quando pequenas torturas viram prêmio de consolação, a opção

É suportar sorridente fazendo cara de anjinho e jurando baixinho,

Uma vingança daquelas, sequelas curadas, se mostra subjugada

E amável como nunca se viu, partiu pegar na curva quem vacilar.

 
 
 

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