COCHILO DESNATURADO
- Sérgio Sousa

- 28 de jul. de 2023
- 1 min de leitura
Basta se desligar por um segundo para o inconsciente aprontar...

Assim próxima da lente a mente só consegue viajar sem rumo,
Arrumo desculpas para um date, o aceite pode demorar, tentar
É quase um dever de ofício, o momento propício não irá tardar.
Se o paciente não chega, impaciente ela se achega e faz pose
Para um novo close, é difícil definir sobre qual o melhor ângulo
Quando todos são bons, os tons de fundo quase não importam.
Entre imagens e mensagens, os assuntos terminam profundos,
Oriundos de reflexões intermináveis, de incontáveis discussões
E pontos de vista, uma autêntica revista de variedades e temas.
Levados à exaustão, os corpos pedem perdão, querem repouso
E desejam silenciar até que estejam intimamente aconchegados
Num abraço despretensioso, um cheiro gostoso, alguns arrepios.
As bocas se casam, extravasam e perdem os freios, os anseios
Acabam detalhados em gritos desesperados, campo de sonhos,
Os lábios secos contrastam com todo o resto, é hora de acordar.



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