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APEGOS DESNECESSÁRIOS

  • Foto do escritor: Sérgio Sousa
    Sérgio Sousa
  • 2 de ago. de 2023
  • 1 min de leitura

Pessoas e coisas essenciais podem se transformar em circunstanciais rapidamente...

É mais fácil destilar ódio, amar dói, corrói a alma combalida,

A ferida custa a cicatrizar, aceitar é matar esperanças, dias,

Abdicar do futuro, trazer escuro ao sonho, não se encontrar.


Compreensível que algo precise ser feito, arrumar o defeito,

Permitir-se superar a contrariedade de não ter porto seguro

No obscuro momento de um total descontrole circunstancial.


É preciso terceirizar a culpa, canalizar frustrações, emoções

Que não pesquisam o remédio, mas, querem a cura, loucura

Agir assim, enfim, o desespero desestabiliza nossas reações.


Quando tudo passa, a brisa normaliza o clima e nosso humor

Ácido, um plácido momento de paz refaz o interior dilacerado

E bagunçado, tudo vira piada, espada na cinta, calma, agora.


O tempo vai de inimigo a conselheiro e de curandeiro a mago

Em míseros segundos, décimos, milésimos, até que vejamos

O quão apegados somos a pessoas e coisas desnecessárias.

 
 
 

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